Dicas para para mulheres desesperadas parecerem completamente patéticas

Que mulher nunca leu uma revista feminina? Tudo começa na adolescência com a capricho, é muito amor, né? Aquelas páginas coloridas, os colírios e todas as dicas “valiosas”. O tempo passa e as meninas, agora mulheres, se dividem, algumas leem a NOVA, Cláudia, Marie Claire e outras leem as de fofoca ou de donas de casa prendadas, nada contra nenhuma, dou uma olhada em todas no salão da Rosicreide, mas meu rico dinheirinho não dou fácil assim, não!

Se nada der certo, tem uma sorveteria aberta!


Há alguns dias, vi várias blogueiras tuitando sobre uma matéria da NOVA e fui ver qual o motivo do alvoroço, quando abro a página, lá estão elas: As dicas!

A revista intitulou o texto como um “guia de etiqueta sexual nos primeiros encontros”. Eu li e pensei, quem escreve isso? Quem aprova isso? E o pior: Quem segue essas dicas?

Desde quando a gente precisa de um guia para discernir o que é certo e o que é errado no nosso relacionamento? Cada relacionamento é único, cada casal sabe como levar o relacionamento sem precisar de uma cartinha que diz: Isso pode, isso tá cedo, isso não pode. Erros de compatibilidade existem, relacionamentos acabam, relacionamentos por interesse também existem e não há guia no mundo que possa impedir o fluxo natural das coisas.

No guia, tem uma pequena introdução que fala sobre o primeiro encontro e das milhares de dúvidas que permeiam a cabeça das mulheres (engraçado que nessas revistas, só a mulher tem dúvida), as dúvidas vão desde sexo no primeiro encontro até hora certa de dizer “eu te amo”.

Eu acho inadmissível que uma mulher precise buscar respostas para esses questionamentos, e que tenha esses questionamentos. Não existe hora certa e errada! Se você diz eu te amo no primeiro dia ou depois de 2 anos e o cara não tá nem aí pra você, que diferença essas 3 palavras fazem? Nenhuma! Se o cara gosta, ele não vai pular fora por ter ouvido isso na hora que deu o primeiro gole na bebida, ele pode até engasgar, mas não vai correr!

Eu e o Ronei estamos juntos há 3 anos e 11 meses e se não me falha a memória, a gente disse isso antes de completar o primeiro mês, foi uma coisa mútua, mas acho que naquele momento quem falou “eu te amo” foi a paixão, o amar mesmo, vem com tempo, com a convivência, mas e aí, isso muda tanto as coisas assim? Nem muda, acontece que as mulheres estão tão cobertas por uma insegurança que não importa o que façam, acham que falta algo, que fizeram algo errado e só essas 3 palavrinhas podem trazer a “sanidade” de volta.

Não gosto muito de falar sobre sexo no blog (até porque não é a proposta), então, aqui vai o link da página da NOVA com o guia ridículo, mas já aviso: Com 6 meses de relacionamento, já pode dizer “eu te amo” e em seguida também pode falar sobre sexo anal, as duas coisas estão lado a lado no guia! SEM MAIS!

Hoje, novamente no twitter, vi uma indicação do @cafa para um texto no blog dele, manual do cafajeste (para mulheres), onde ele dá sua opinião sobre outra matéria ridícula da NOVA “30 manobras sexuais extra hot (sem usar as mãos!)”, como disse antes, não gosto de falar de sexo aqui no blog, mas não pude deixar de comentar isso. A NOVA deu 30 dicas de como ser uma completa babaca na cama (sem as mãos), se você tem duas mãos e tantos outros atributos, porque querer parecer um cotoco? Isso a NOVA responde, mas lá no blog do cafa tem um texto muito bom sobre essas dicas “Manobras sexuais para você pagar mico na cama“, portanto, não vou me aprofundar mais, vale o clique!

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7 comentários sobre “Dicas para para mulheres desesperadas parecerem completamente patéticas

  1. Se você é mulher e tem juízo tem que ler e CURTIR isso. Porque aparece cada coisa sem noção nessas revistas, que por mim não mereciam respeito algum, muito menos direito de circulação.

  2. Olha a censuraaaaaaa! Amor, tem revista feminina boa, mas a NOVA é muito, muito desesperada e tem público (fiel), as mulheres estariam bem melhores na cama se estivessem “na cama” em vez de lendo isso! kkkkkk Mais prática, menos teoria!

    • Achei seu blog pelo blog do Cafa e adorei, principalmente esse post! Concordo totalmente com tudo que você disse e fiquei horrorizada com a suposta existência do momento certo para dizer “te amo”. É incrível como coisas que deveriam ser naturais, românticas, bonitas se tornam mecânicas, graças a idiotas que acham que tudo deve seguir um “manual”.
      Lógico que ainda não deu tempo de eu ler seu blog inteiro, mas sempre que der darei uma passadinha por aqui! 😉

      Beijos.

      • Oi Lívia, adorei seu comentário!

        Sabe o que é pior nessas revistas, elas são escritas por mulheres… é muito triste ver esse “machismo” vindo de mulheres que tem um meio tão influente de comunicação em mãos!

        O blog é novo, tem poucos posts, espero que vc goste!

        😉

  3. O que é isso? “Chamar o menino dele por apelidos carinhosos”. Ow, sou casada há 7 anos, nunca dei nome “carinhoso” para o pinto. Essa revista é realmente muito petulante de achar que pode criar normas para a vida sexual dos leitores. Acredita que só soube desse bafão hoje? Beijo!

    • Pois é, infelizmente essa não é a única revista com “dicas infalíveis”, mas acho que cabe aos leitores serem mais seletivos também, né!

      ;*

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